ROSK – Miasma (2017)

O ano é 2010, o número de grupos de post-metal surgindo a cada dia é expressivo, as fórmulas são parecidas, mas o resultado obtido por cada banda é único… Essa foi a saudosa época de ouro do post-black metal, em que as bandas não eram cópias umas das outras e havia uma variação de riffs entre as músicas.

Nos anos seguintes o estilo decaiu rapidamente e, apesar de surgirem bandas novas aos montes, pouco material novo inovava no gênero.

Porém, desde 2016 algumas bandas têm mostrado um novo ímpeto, deixando de lado as tradicionais guitarras agudas e o som supostamente etéreo. A sonoridade delas é incrementada com com um pouco mais de black metal e foge das influências predominantes de neofolk e shoegaze.

O ROSK, que lançou seu debut, “Miasma” em 2017, é um desses grupos.


Formada por seis músicos poloneses, a banda possuía apenas um EP lançado em 2016, contendo três das quatro faixas presentes em “Miasma”. Lançado de forma independente, o disco é um alívio em meio à estagnação do post-bm. Trata-se de um trabalho bastante agradável de se ouvir e longo, apesar do número reduzido de músicas.

A adição de sintetizadores e o uso de duas guitarras fazem o som mais rico e livre. Destaques do álbum, as faixas Infected I e Beneath the Light vão se manter na minha playlist por longas semanas.

As letras são todas em inglês e fáceis de encontrar, coisa rara para o estilo. Em contraste, porém, informações sobre os músicos não são divulgadas pela banda.

A capacidade de criação dos músicos surpreende e reacende o estilo, que promete ser um dos destaques nesse ano que mal começou. É possível que mais bandas nesses moldes figurem por aqui em breve, pelo que tenho escutado dos lançamentos. Só nos resta esperar.

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