SBG recomenda – Spasm

Dentre os vários subgêneros de música extrema, o pornogrind é um dos mais interessantes, repulsivos e engraçados. Vindo do grindcore e do death Metal, o gênero tem o som do goregrind, mas com letras que tratam dos mais variados e adversos temas sexuais e pornográficos: orgias, masturbação, fetiches, atrizes pornô… O nome das principais bandas já diz muito sobre o gênero, como Cock and Ball Torture, Jig-Ai e Rompeprop.

A banda que apresentamos aqui é o Spasm, trio formado na República Tcheca e que define seu estilo como drum’n’bass gigolo goregrind. A denominação inusitada faz sentido, já que a banda é basicamente baixo-bateria-vocal e suas letras tem temática sexual.

Sobre o line-up: o baixista Sam (nome artístico de Ivo Kapoun), com o som distorcido do instrumento, faz esquecer a ausência da guitarra.

Seus riffs, grooves e andamentos formavam uma boa dupla com o baterista Lukás Jelínek, ótimo nas viradas e na bateria-metralhadora típica da música extrema. Jelínek, entretanto, foi substituído por Rudy Srhák no último disco, “Pussy (De)Luxe”, de 2015.

O vocalista Radim, porém, é o grande destaque: roliço, ele canta sobre sexo e putaria com guturais e pig squeals. Nos shows, ele veste um traje de banho do Borat e, de vez em quando, uma máscara de porco.

Apesar de tratar de temas polêmicos, como prostituição e fetiches nojentos, o Spasm se apega ao humor negro e soa caricato, por mais grotesco que seja o tema abordado. Nem a própria banda parece se levar a sério com músicas como Golden Shower Cheiromania (Masturbation – No Pain, No Gain) e apresentações ao vivo bizarras.

O grupo possui quatro álbuns de estúdio. O melhor deles é “Paraphilic Elegies”, lançado em 2008. O humor escrachado fica evidente no titulo das musicas, como Shy Lesbian’s Defecation, Penis Tuning e Asian-Teens Squirting Laboratory. Os destaque do disco ficam para Sperm Pool Championship, Paedophilic Kindergarten Party e Beautiful Human Toilet – esta última chegou a ganhar um videoclipe.

O álbum tem até um cover de She Loves Me Not, da dupla de pop music russa t.A.t.U (!!!!???), que ficou muito bom.

Infelizmente a banda não está no Spotify.

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Estudante de Direito da Universidade Estadual de Ponta Grossa/PR. Apaixonado por metal alternativo, Cerveja, games pós-apocalípticos e pelo Furacão da baixada. Tende a se corromper do metal quando escuta 80's Synthpop e Lana del Rey.