Rotting Christ – Rituals (2016)

Hail Pan – Hail Pan
Hail Lilith – Hail Lilith
Hail Naamah – Hail Naamah
Hail Sabazios – Hail Sabazios
Hail Isthar – Hail Isthar
Hail Amon – Hail Amon
Hail Iarilo – Hail Iarilo
Hail T’an-Mo – Hail T’an-Mo

In the name of Satan, The Ruler of the Earth, the King of the World,
I command the Forces of darkness to arise from the depths to attend us…

Hail Asmodeus – Hail Asmodeus
Hail Bast – Hail Bast
Hail Astaroth – Hail Astaroth
Hail Mantus – Hail Mantus
Hail Proserpine – Hail Proserpine
Hail Mania – Hail Mania
Hail Hecate – Hail Hecate
Hail Mormo – Hail Mormo

We who have taken thy name, who knowledge the beast within,
Who revel in the delights of the flesh, call upon you!

Come in answer to your names!

In Nomine Dei Nostri Satanas Luciferi Esxcelsi
In Nomine Dei Nostri Satanas Luciferi Esxcelsi
In Nomine Dei Nostri Satanas Luciferi Esxcelsi
In Nomine Dei Nostri Satanas Luciferi Esxcelsi

Assim começa Nomine Dei Nostre: satanagem, ode ao Pazuzu e climão de ritual de sacrifício. Gostamos.

Toda vez que o Rotting Christ lança um disco inicia-se uma nova época de matar bodes e queimar virgens em fogueiras, e não é diferente dessa vez. Rituals é distinto de seus antecessores, afastando-se das influências góticas iniciadas com Aealo, disco de 2010. O que sobrou desse curto período na sonoridade foram apenas os corais e o abuso de backing vocals.

Após três músicas de divulgação, que começaram a sair no ano passado, a expectativa era bastante alta, e o álbum não decepcionou. O disco tem letras em aramaico, inglês, francês, grego e marathi (um idioma ligado ao sânscrito, falado na Índia, em Israel e nas ilhas Maurício. Sakis Tolis continua roubando a cena com seu vocal potente. A bateria também tem marcações muito presentes ao longo das faixas e há elementos orientais ao longo do trabalho, o que dá um toque novo à sonoridade já conhecida da banda.

Se você esperava uma volta às origens do grupo, isso nunca mais vai acontecer esse não é um disco a se ouvir. Como o próprio nome sugere, Rituals é um disco místico, moderno e que ainda assim carrega a crueza medieval de um culto esquecido. Não é aquele Post-Ambient Blackgaze-Avant-Sludge com influências de Oriental Folk, mas vai além do metal negro tradicional.

Equilibrado, bem composto e gravado, é um forte candidato a disco do ano. As guitarras são distorcidas na medida certa, a cadência cria o clima perfeito e ambienta as letras, que seguem a tradição de serem ótimas. Muita gente deve estranhar o disco na primeira audição, mas ele vai ficando cada vez melhor a medida que conseguimos absorver os elementos diferentes ao longo das músicas.

Nota: 10

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